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Prof. Julia Farias

Especialista em Alfabetização, com experiência na educação há quase 20 anos.
Alfabetização contextualizada e respeito aos saberes do estudantes.

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Aula Particular Sem Perder o Contexto: Estratégias para uma Aprendizagem Significativa

Contextualização da Aula Particular

A aula particular apresenta desafios e vantagens. Entre os desafios, destaca-se a ausência de pares para trocas interativas, o que pode limitar a construção coletiva do conhecimento. No entanto, ao utilizarmos propostas contextualizadas, embasadas em estudo e adequação pedagógica, é possível proporcionar ao estudante uma aprendizagem significativa e interativa.

Uma das principais referências na alfabetização construtivista psicogenética, Claudia Molinari, aborda esse tema em seu material Escritura y revisión en la producción de juegos de mesa. A partir dessa proposta, adaptei uma sequência didática para a criação de um Jogo da Memória de Animais, originalmente pensado para ser desenvolvido também em pares na escola, com base nos chamados agrupamentos produtivos.

Adaptação para Aula Particular

Na versão da sala de aula, os estudantes colaboram para produzir cartas de um jogo da memória, confrontando suas hipóteses de escrita em momentos distintos e chegando a consensos. Em um contexto de aula particular, essa interação ocorre entre o estudante e ele mesmo, ao longo de diferentes dias, com mediação do professor.

Ao trabalhar com um estudante específico, pude observar movimentos de alternância grafofônica e desordem com pertinência. Os conflitos gerados pela revisão das cartas impulsionaram avanços em suas hipóteses de escrita. O processo foi enriquecido pelas nossas discussões e pelas minhas intervenções, resultando na versão final do jogo.

Propósito Didático e Comunicativo

Essa atividade demonstrou a importância de unir propósitos didáticos e comunicativos. O objetivo didático estava a serviço dos avanços na construção do sistema de escrita alfabética, enquanto o propósito comunicativo era garantir que o estudante construísse algo com função social, real e contextualizado.

Referência Teórica

Conforme Claudia Molinari (2015), citando Emilia Ferreiro e Ana Teberosky (1979), os jogos de mesa podem ter um papel fundamental na alfabetização:

“Por que propor esses jogos? Em primeiro lugar, existe um propósito didático que orienta essa decisão, já que, ao produzi-los, as crianças têm oportunidades de enfrentar situações de escrita e revisão para resolver problemas relacionados ao sistema de escrita. Quando isso ocorre na educação infantil e nos primeiros anos escolares, os estudantes podem testar e transformar seus conhecimentos, mesmo desde as concepções pré-silábicas.

Saiba Mais

Para aprofundar-se sobre alternância grafofônica, confira o vídeo com a mestra Telma Weisz:
Alternância Grafofônica – YouTube

Referência

Molinari, María Claudia (2015). Escritura y revisión en la producción de juegos de mesa. Quehacer Educativo, (131), 64-71. Disponível em: Memoria Fahce

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