Gargalos da alfabetização no brasil

Para início de conversa...
Antes de falar sobre a reportagem, gostaria de apontar como vejo nosso atual cenário no que se refere à alfabetização no país.
Em primeiro lugar, é preciso considerar o histórico da alfabetização no Brasil e as propostas de governo que perpassaram esse ciclo escolar nas últimas décadas continuando e descontinuando políticas públicas. Para não me alongar aqui, aos interessados, indico a leitura do artigo da professora Elaine Vidal intitulado: A alfabetização como questão nacional: relações históricas entre escola e alfabetização.

Estamos nos esforçando para conter e compensar um prejuízo histórico e, nesse movimento, estamos presenciando muitas frentes em prol do avanço dos estudantes em fase de alfabetização, sejam elas federal, estadual, municipal ou de terceiro setor, por exemplo. É inegável e louvável a preocupação, mas há alguns pontos importantes (sociais, históricos e pedagógicos) que serão apontados mais abaixo e nas reportagens da série.
Primeira Reportagem
Nessa primeira reportagem, tive a oportunidade de fincar os pés em premissas que considero base nesse processo:
– consideração e respeito aos saberes dos estudantes;
– formação continuada e oportunidades de troca entre os professores, e;
– preocupação com atuação com cópias infindáveis e “folhinhas prontas” em excesso, atividades iguais para todas as crianças.
Portanto, insisto como gargalos a visão reducionista da alfabetização, ausência de propostas contextualizadas e o excesso de avaliações. Que serão explorados nas próximas reportagens.

