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Prof. Julia Farias

Especialista em Alfabetização, com experiência na educação há quase 20 anos.
Alfabetização contextualizada e respeito aos saberes do estudantes.

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O jogo dos algoritmos e as atividades soltas

O jogo dos algoritmos tem lá suas vantagens e desvantagens. Como professora, formadora e estudiosa em alfabetização, por conta das minhas pesquisas, sou bombardeada diariamente com ofertas de “atividades prontas” a um “preço incrível”. Nos últimos tempos, algumas propagandas apareceram com tamanha frequência que resolvi assistir até o fim. Eis que uma me chamou bastante atenção.

Menino oriental pensando - fundo lousa matemática

Letras aleatórias....

Nela, se oferecia atividades impressas para crianças que “jogam letras aleatórias” na folha antes de aprender a escrever (na minha interpretação a partir do vídeo, ela se referia à hipótese pré-fonetizante/pré-silábica). Mais que meus alertas diários, esse me assustou muito! Crianças não jogam letras aleatórias. Elas pensam!

E para que este post não se alongue, me limito a retomar uma citação de Emilia Ferreiro:
“A minha contribuição foi encontrar uma explicação, segundo a qual, por trás da mão que pega o lápis, dos olhos que olham, dos ouvidos que escutam, há uma criança que pensa. Essa criança não pode se reduzir a um par de olhos, de ouvidos e a uma mão que pega o lápis. Ela pensa também a propósito da língua escrita e os componentes conceituais desta aprendizagem precisam ser compreendidos.”

E completo:

… e tampouco joga letras aleatórias no papel, há todo um percurso do que se sabe para chegar nessa hipótese.
Me resta finalizar: muito cuidado com esse tipo de oferta e proposta.

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